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terça-feira, 19 de abril de 2011

O desafio da comunicação diante da Geração Z


Para toda propaganda, existe um público. Para atingir esse público já pré-determinado, um publicitário precisa fazer uso de métodos e linguagens que criem alguma relação com o comportamento desse tipo de consumidor. Diferentes públicos se comportam de diferentes maneiras. Nada mais justo.
            Nos próximos anos, o mercado será invadido por uma nova geração de consumidores, pertencentes à geração Z. Nascidos a partir da metade dos anos 90, esse público está prestes a entrar no mercado de trabalho, e, consequentemente, no foco de publicitários. Porém, o comportamento desse futuro consumidor ainda é algo que intriga e tira o sono dos profissionais da propaganda.
            Nascidos junto com a World Wide Web - o famoso www -, esses jovens estão conectados constantemente. Com isso, sua maior característica é o excesso de informação obtida diariamente. Muito mais familiarizados com as novas tecnologias que as gerações passadas, eles estão sempre atrás de novas maneiras de se manterem conectados, independente do lugar onde se encontram. Internet pelo celular, Ipad, 3g e Wi-fi são alguns artifícios dos quais esses jovens fazem uso. Porém, essa conectividade excessiva prejudica a vida em sociedade, fazendo com que suas relações se limitem ao virtual.

            Falta de interação social, dificuldade de comunicação verbal, ausência de capacidade de ouvir e ansiedade profunda são algumas das características negativas as quais essa geração é condicionada. Toda essa velocidade de informação a qual estão acostumados também faz com que deixem de dar valor às coisas rapidamente.

O filme "We all want to be young" é resultado de diversos estudos realizados pela agência BOX1824, que é especializada em tendências de comportamento e consumo.


Criticar ou ignorar esse público por não concordar com  seu comportamento deixa o publicitário um passo atrás de uma tendência que já ganhou espaço. Um profissional ou agência que reluta contra as novas tendências do mercado está apenas evitando uma estrada que, cedo ou tarde, terá que trilhar. Não é possível a publicidade fugir daquilo que o mercado anseia. Para tornar possível a comunicação, é preciso primeiramente ter a cabeça aberta para o novo. Portanto, o melhor meio de conversar com esse público é sabendo valorizar aquilo que ele apresenta de positivo, mesmo sabendo que seus pontos negativos se apresentam com mais força. É preciso antever e buscar tendências positivas que esse grupo apresenta, ainda que de maneira mais silenciosa. Já dizia Schopenhauer (1788 - 1860), "Talento é quando um atirador atinge o alvo que os outros não conseguem. Gênio é quando um atirador atinge o alvo que os outros não vêem.".

Gabrielle Betoni e Guilherme Vianna são alunos do 7° período de Publicidade e Propaganda na PUC-PR.
 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Novos Costumes e a Vida em Família

A família tradicional (pai, mãe, filho e filha) perdeu espaço para a modernidade, as famílias modernas são compostas de pais que já tiveram outra família, se separaram do seu cônjuge e compõem uma nova família, trazem os seus filhos para o convívio de novas pessoas. As famílias modernas também são os casais homossexuais adotam crianças e criam como filhos; avós, babás e empregadas criam os filhos dos pais que trabalham demais; mães que são solteiras, por opção ou não; entre outros inúmeros exemplos de famílias diferentes do tradicional

A família moderna: O casal gay, os pais liberais e o padrasto.


TRÊS JÁ É DEMAIS

Antigamente, tanto pela falta de métodos contraceptivos, quanto pelo gosto de ter uma família grande, era comum ver famílias compostas de cinco a dez filhos, as famílias de nossos pais ainda são assim. Nos dias de hoje, quem tem três filhos está arriscando beirar a loucura e quem tem quatro ou mais já se considera na loucura, pois ter filhos requer um alto investimento e eles exigem muito a atenção dos pais, que já estão sobrecarregados com a rotina do dia-a-dia.

Há algum tempo, o ideal é ter no máximo dois filhos em casa, tanto é que muitos casais andam optando por ter menos filhos e mais tarde, depois de consolidar a sua carreira profissional, de aproveitar o seu parceiro, de viajar, de curtir a sua juventude. Os filhos não estão mais em primeiro lugar na lista de prioridades de um casal. Eles adiam a paternidade, pois não é mais o grande sonho de todos, tanto homens, quanto mulheres.

Atualmente, o grande sonho dos jovens é primeiramente ter uma boa carreira profissional e depois formar uma família. Vimos isso em filmes, novelas, na vizinhança e em nossas casas. Muitos colocam o trabalho na frente da família e para eles isso tudo é certo, pois eles só querem ter uma família quando tiverem condições de dar a essa família uma 'vida boa de comercial de margarina'.

A família perfeita do comercial de margarina


DEPENDÊNCIA EXAGERADA

Os pais nem sempre foram os pais bonzinhos que temos hoje. Há alguns anos atrás, os pais colocavam filhos no mundo para ajuda-los nas plantações e com 20 anos, geralmente os filhos estavam saindo de casa para constituir a sua família. Hoje em dia, os filhos são tratados com tanta dedicação pelos pais, que se matam de trabalhar para pagar uma escola boa, uma faculdade boa, nunca deixar nada faltar aos seus filhos, que acabam colocando uma nova dúvida na cabeça dos seus rebentos: “Porque eu vou sair da casa dos meus pais? Se eu tenho tudo o que eu preciso aqui?”.


"Daqui não saio, daqui ninguém me tira!"

Pode parecer absurdo, mas é o que está acontecendo com a grande maioria, tanto é que hoje os filhos saem de casa com, na média, 25 à 30 anos, ou seja, só saem de casa depois de cursar uma faculdade, começar a trabalhar em um lugar que lhes garanta uma estabilidade financeira e estão próximos de se casar ou conseguem se sustentar sozinhos. Claro que existem os que não querem morar com os pais, mas esses já são casos raros hoje. Nem sempre a culpa é dos 'jovens folgados', muitos pais não incentivam os filhos a viver a própria vida pois não querem que os filhos saiam de casa, querem os filhos sempre perto e muitos não aceitam que os filhos queiram morar sozinhos.


ANTIGAS TRADIÇÕES

O tempo foi passando, cada integrante do grupo familiar foi tendo sua própria vida e preocupações com si mesmo, esquecendo suas origens, valores, crenças e tudo o que compunha uma família em décadas atrás. As famílias do início do século XX tinham costumes totalmente diferentes dos atuais. Os pais tradicionais desta época exigiam a família unida em café da manha, almoço e jantares, todos se alimentavam juntos sem exceção de nenhum membro da família, a diversão em períodos noturnos era conversar entre si. Esses costumes eram válidos para toda e qualquer tipo de classe social.

Os filhos tinham nos pais o maior respeito, mesmo rígidos e severos, as mães eram encarregadas da casa e dos filhos em tempo integral. Com a vinda da tecnologia, do mundo competitivo e mercado de trabalho saturado, esses valores mudaram totalmente, filhos ganharam total liberdade de expressão.

Como explicar a falta de diálogo na era da tecnologia e da liberdade de expressão?


A TECNOLOGIA E A FAMÍLIA MODERNA

As tecnologias chegaram para trazer entretenimento e facilidades que não havia muito antigamente. Com estes novos modos de comunicação, a família continuou se reunindo como em outros tempos? Podemos dizer que sim, mas cada um em seu lugar no sofá e focado nas suas respectivas tarefas e seus respectivos gadgets.




O ritmo da família moderna

Os filhos resolvem seus problemas com a intervenção da Internet, sem ao menos os pais ficarem sabendo. É mais fácil encontrar uma menina de 15 anos que postou em seu blog que irá perder a virgindade do que ver uma conversa com seus pais sobre o assunto. A ausência dos pais influencia essa falta de comunicação da família. Os pais trabalham incessantemente e muitas das vezes se esquecem que seus filhos podem simplesmente precisar de atenção.

AONDE ESTÁ O ERRO

  • Falta de reuniões familiares;
  • Pais e filhos trabalham até tarde;
  • Nos finais de semana os filhos não ficam em casa, ou preferem televisão, internet, videogame;
  • Os filhos não expõem seus problemas aos pais;
  • Os pais também se sentem envergonhados ao tentarem uma aproximação maior com seus filhos;
  • Pais suprem essa falta de companheirismo dando tudo o que os filhos querem

O pai atual entende que para suprir esta ausência e falta de intimidade com os filhos ele precisa dar presentes caros, que de nada adiantam se dentro de casa possuem uma postura totalmente impessoal na relação com seus filhos.

Qual o real valor de um pai presente?

Como em todas as famílias nem todos os momentos se resumirão em um mar de rosas, e todos nós temos a plena consciência que nosso cotidiano tende realmente a desunir a família, devido a tantas tarefas que temos que exercer, mas se a família está unida a força é maior para a solução de qualquer problema.

Atualmente percebe-se uma falta de interesse constante dos pais no com os filhos e vice versa. Com isso, podemos dizer que comunicação da família atual foi afetada pela interferência da modernização?


Amanda Rocha, Rodrigo Queiroz e Vilson Lunardon são alunos do 7º de Publicidade e Propaganda na PUC-PR.