A política governamental brasileira tem um histórico de dificuldades que necessita de movimentações sociais que reivindicam mudanças. Muitas delas possuem como base princípios socialistas, anarquistas ou somente as necessidades advindas das revoltas do povo.
Como contextualização, pode-se citar alguns movimentos a partir do Brasil república que compactuam um pouco mais com a situação atual do país. Em 1896 ocorreu a Revolução dos Canudos que envolveu conflitos sociais entre coronéis e cangaceiros que lutavam por terras. Já em 1912 houve a Guerra do Contestado que superou o número de mortes da Revolução de Canudos. Nela, a população cabocla lutava pelos direitos de moradia onde foi construída a estrada que liga São Paulo ao Rio Grande do Sul.
Mais recentemente, surgiram os movimentos sociais e estudantis da década de 60 em contrapartida ao golpe militar. O movimento mais representativo da época foi o Tropicalismo que, junto com expressões artísticas e culturais, lutou contra a censura e repressão impostas pelo militarismo vigente.
Em 1983, o povo saiu às ruas com um enfoque mais político exigindo as eleições diretas no movimento conhecido como Diretas Já. Ocorreram manifestações em Pernambuco, Goiânia, São Paulo e Curitiba. Também com esse direcionamento, em 1992 aconteceu o protesto dos Caras Pintadas que resultou no impedimento do presidente Fernando Collor.
Por outro lado, os movimentos sociais podem chamar atenção num sentido pejorativo, como é o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O MST surgiu na década de 80 com o intuito de lutar por uma sociedade mais justa e fraterna com foco na reforma agrária. Entretanto, como em todas uniões políticas, há quem possua interesses secundários, principalmente financeiros.
A partir de 2003, grupos de jovens da América Latina se organizam para discutir e propor melhorias em causas como luta por moradia, terra, transporte, direitos animais, humanos e sindicais, feminismo, ecologia, entre outros. Recebe o nome de Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas e não há ajuda de ONG’s nem partidos políticos, somente do MST. A maioria dos participantes propõe uma alternativa à esquerda tradicional e consegue produzir resultados concretos.
Este ano, surgiu a Marcha da Liberdade no Brasil, a qual foi espelhada especificamente em revoluções ocorridas na Espanha e em países do mundo árabe, além de ser uma resposta à violência policial e à situação política do país. A principal desta marcha é a liberdade propriamente dita. No entanto, existem várias frentes unidas como a luta contra a homofobia, contra a construção da usina de Belo Monte, a favor dos negros, contra violência sofrida pelas mulheres, a favor da legalização da maconha, etc.
Por fim, é necessário refletir se o que é proposto e imposto é realmente o melhor para que as condições de vida sejam dignas em parâmetros intelectuais, sociais, culturais, políticos e ambientais.
Um blog desenvolvido pelos estudantes do último ano de Publicidade e Propaganda da PUCPR e que analisa tendências e comportamentos do mercado.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Tendência: Shows em estádios de futebol
A indústria do entretenimento musical cresce mais a cada dia, o que faz com que grandes artistas internacionais coloquem o Brasil na rota de suas turnês. Investimentos milionários são feitos para trazer as maiores bandas do mundo para perto dos fãs brasileiros.
São Paulo sempre foi referência nesse quesito, não só pela capacidade de investimento, como também pela estrutura oferecida aos fãs e aos artistas. É notável a decadência de shows de menor porte, para a realização de shows com público muito maior. Para isso é necessário um espaço que condiga com o público atraído por cada artista, nisso entram os estádios de futebol.
O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, é um dos mais usados nesse propósito. A capacidade de público para uma partida de futebol é de cerca de 70 mil torcedores, mas para shows, uma parte das arquibancadas é fechada para ser destinada a montagem do palco e backstage. No entanto, o espaço do gramado também é utilizado para setores como pistas, pistas Vips, torres de som e iluminação, postos de atendimento médico, banheiros, etc.
O São Paulo Futebol Clube, dono do estádio do Morumbi (maior estádio particular do Brasil) obteve em 2009/2010 uma receita de R$ 8 milhões somente em aluguel do estádio para realização de eventos musicais. Alguns dos artistas que se apresentaram por lá incluem Metallica, U2, Paul McCartney, Beyoncé, Linkin Park, AC/DC, Iron Maiden, etc.
A utilização de estádios para eventos desse porte é uma tendência consolidada no mundo inteiro. Porém ainda não chegou a Curitiba. Hoje, os curitibanos estão “órfãos” da famosa Pedreira Paulo Leminski, que sempre foi o palco das apresentações internacionais na capital paranaense. Por lá já passaram nomes como Iron Maiden, Evanescence, Pearl Jam, Avril Lavigne e Black Eyed Peas.
No entanto, desde o fechamento da Pedreira e a proibição de espetáculos naquela área, não tem havido shows de grande porte na capital paranaense pela falta de lugar adequado, o que faz com que os fãs tenham que viajar até outras cidades como São Paulo ou Porto Alegre para ver seus ídolos.
Curitiba possui 4 estádios de futebol: a Arena da Baixada, pertencente ao Clube Atlético-PR, o Couto Pereira, de posse do Coritiba, a Vila Capanema do Paraná Clube e o público Pinheirão. Com a exceção da Vila Capanema, todos os estádios suportariam públicos acima de 30mil pessoas, capacidade próxima a da extinta Pedreira.
Em 1996, a banda americana AC/DC se apresentou no estádio alviverde e, em 2006, os mexicanos do RBD tocaram na Arena da Baixada, sendo este o último espetáculo realizado em um estádio de Curitiba.
Os clubes de futebol paranaense têm uma forte opção de renda com aluguel de seus estádios para esse tipo de evento, assim como fazem São Paulo e Palmeiras na capital paulista. O Palmeiras está transformando o Estádio Palestra Itália em uma Arena Multiuso, para aumentar sua capacidade em dias de jogo de 30 para 45 mil torcedores. Porém, já consta no projeto da Arena sua utilização para eventos musicais para até 60mil pessoas, rivalizando assim com a capacidade do Morumbi, para dessa maneira “roubar” os artistas do estádio são-paulino e levá-los para o estádio palmeirense.
Essa tendência deve chegar em Curitiba, utilizando-se dos estádios paranaenses e também da rivalidade entre os times locais, para sempre tentarem melhorar suas estruturas para trazerem artistas cada vez maiores e colocarem Curitiba de volta na rota dos grandes shows internacionais e voltar a ser uma referência no sul do Brasil.
André Bona, Camila Osik, Guilherme Osiecki, Henrique Dallmann, Renato Rodrigues
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