A indústria do entretenimento musical cresce mais a cada dia, o que faz com que grandes artistas internacionais coloquem o Brasil na rota de suas turnês. Investimentos milionários são feitos para trazer as maiores bandas do mundo para perto dos fãs brasileiros.
São Paulo sempre foi referência nesse quesito, não só pela capacidade de investimento, como também pela estrutura oferecida aos fãs e aos artistas. É notável a decadência de shows de menor porte, para a realização de shows com público muito maior. Para isso é necessário um espaço que condiga com o público atraído por cada artista, nisso entram os estádios de futebol.
O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, é um dos mais usados nesse propósito. A capacidade de público para uma partida de futebol é de cerca de 70 mil torcedores, mas para shows, uma parte das arquibancadas é fechada para ser destinada a montagem do palco e backstage. No entanto, o espaço do gramado também é utilizado para setores como pistas, pistas Vips, torres de som e iluminação, postos de atendimento médico, banheiros, etc.
O São Paulo Futebol Clube, dono do estádio do Morumbi (maior estádio particular do Brasil) obteve em 2009/2010 uma receita de R$ 8 milhões somente em aluguel do estádio para realização de eventos musicais. Alguns dos artistas que se apresentaram por lá incluem Metallica, U2, Paul McCartney, Beyoncé, Linkin Park, AC/DC, Iron Maiden, etc.
A utilização de estádios para eventos desse porte é uma tendência consolidada no mundo inteiro. Porém ainda não chegou a Curitiba. Hoje, os curitibanos estão “órfãos” da famosa Pedreira Paulo Leminski, que sempre foi o palco das apresentações internacionais na capital paranaense. Por lá já passaram nomes como Iron Maiden, Evanescence, Pearl Jam, Avril Lavigne e Black Eyed Peas.
No entanto, desde o fechamento da Pedreira e a proibição de espetáculos naquela área, não tem havido shows de grande porte na capital paranaense pela falta de lugar adequado, o que faz com que os fãs tenham que viajar até outras cidades como São Paulo ou Porto Alegre para ver seus ídolos.
Curitiba possui 4 estádios de futebol: a Arena da Baixada, pertencente ao Clube Atlético-PR, o Couto Pereira, de posse do Coritiba, a Vila Capanema do Paraná Clube e o público Pinheirão. Com a exceção da Vila Capanema, todos os estádios suportariam públicos acima de 30mil pessoas, capacidade próxima a da extinta Pedreira.
Em 1996, a banda americana AC/DC se apresentou no estádio alviverde e, em 2006, os mexicanos do RBD tocaram na Arena da Baixada, sendo este o último espetáculo realizado em um estádio de Curitiba.
Os clubes de futebol paranaense têm uma forte opção de renda com aluguel de seus estádios para esse tipo de evento, assim como fazem São Paulo e Palmeiras na capital paulista. O Palmeiras está transformando o Estádio Palestra Itália em uma Arena Multiuso, para aumentar sua capacidade em dias de jogo de 30 para 45 mil torcedores. Porém, já consta no projeto da Arena sua utilização para eventos musicais para até 60mil pessoas, rivalizando assim com a capacidade do Morumbi, para dessa maneira “roubar” os artistas do estádio são-paulino e levá-los para o estádio palmeirense.
Essa tendência deve chegar em Curitiba, utilizando-se dos estádios paranaenses e também da rivalidade entre os times locais, para sempre tentarem melhorar suas estruturas para trazerem artistas cada vez maiores e colocarem Curitiba de volta na rota dos grandes shows internacionais e voltar a ser uma referência no sul do Brasil.
André Bona, Camila Osik, Guilherme Osiecki, Henrique Dallmann, Renato Rodrigues
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