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segunda-feira, 4 de julho de 2011

ORGANIZAÇÕES POPULARES AUTÔNOMAS

A política governamental brasileira tem um histórico de dificuldades que necessita de movimentações sociais que reivindicam mudanças. Muitas delas possuem como base princípios socialistas, anarquistas ou somente as necessidades advindas das revoltas do povo.

Como contextualização, pode-se citar alguns movimentos a partir do Brasil república que compactuam um pouco mais com a situação atual do país. Em 1896 ocorreu a Revolução dos Canudos que envolveu conflitos sociais entre coronéis e cangaceiros que lutavam por terras. Já em 1912 houve a Guerra do Contestado que superou o número de mortes da Revolução de Canudos. Nela, a população cabocla lutava pelos direitos de moradia onde foi construída a estrada que liga São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Mais recentemente, surgiram os movimentos sociais e estudantis da década de 60 em contrapartida ao golpe militar. O movimento mais representativo da época foi o Tropicalismo que, junto com expressões artísticas e culturais, lutou contra a censura e repressão impostas pelo militarismo vigente.

Em 1983, o povo saiu às ruas com um enfoque mais político exigindo as eleições diretas no movimento conhecido como Diretas Já. Ocorreram manifestações em Pernambuco, Goiânia, São Paulo e Curitiba. Também com esse direcionamento, em 1992 aconteceu o protesto dos Caras Pintadas que resultou no impedimento do presidente Fernando Collor.

Por outro lado, os movimentos sociais podem chamar atenção num sentido pejorativo, como é o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O MST surgiu na década de 80 com o intuito de lutar por uma sociedade mais justa e fraterna com foco na reforma agrária. Entretanto, como em todas uniões políticas, há quem possua interesses secundários, principalmente financeiros.

A partir de 2003, grupos de jovens da América Latina se organizam para discutir e propor melhorias em causas como luta por moradia, terra, transporte, direitos animais, humanos e sindicais, feminismo, ecologia, entre outros. Recebe o nome de Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas e não há ajuda de ONG’s nem partidos políticos, somente do MST. A maioria dos participantes propõe uma alternativa à esquerda tradicional e consegue produzir resultados concretos.

Este ano, surgiu a Marcha da Liberdade no Brasil, a qual foi espelhada especificamente em revoluções ocorridas na Espanha e em países do mundo árabe, além de ser uma resposta à violência policial e à situação política do país. A principal desta marcha é a liberdade propriamente dita. No entanto, existem várias frentes unidas como a luta contra a homofobia, contra a construção da usina de Belo Monte, a favor dos negros, contra violência sofrida pelas mulheres, a favor da legalização da maconha, etc.

Por fim, é necessário refletir se o que é proposto e imposto é realmente o melhor para que as condições de vida sejam dignas em parâmetros intelectuais, sociais, culturais, políticos e ambientais.

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