Páginas

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fascinados


Para os fascinados, os computadores, gadgets e hábitos da era digital são ícones da modernidade. Estes produtos funcionam como um acessório, um adorno que serve para mostrar para eles mesmos e para os outros que fazem parte da era digital. Também são considerados pertencentes a este grupo quem está sempre por dentro dos grandes lançamentos e bons consumidores de novidades.
A esfera dos outros compreende as pessoas com quem você mantém seus relacionamentos afetivos, sociais e profissionais. Nos últimos anos ela foi altamente impactada pelas novas formas de comunicação e as redes sociais, e os fascinados se utilizam disso, pois dão muito valor a sua imagem e as relações. Além disto, com essas novas maneiras de se relacionar surgiu o Hiper-relacionamento, que é o impacto do digital nos relacionamentos. Isto se manifesta de diversas formas:
  1. Intensa troca entre as pessoas em tempo integral. Estar em constante contato com os outros dá a sensação de nunca estar sozinho.
  2. Risco de interações superficiais. Quantidade que nem sempre tem qualidade. Na internet você fala sozinho, você pergunta uma coisa e a pessoa responde outra.
  3. Um registro do passado que não se apaga. Nada é esquecido, seu passado é um livro aberto. Permite a você estar conectado com o que você é, com o que você já foi e com o que você já esqueceu que já foi.
  4. Valorização do pioneirismo da informação. Estar por dentro em tempo real é uma necessidade, melhor ainda é ser o portador dessa novidade.
Para o mercado da comunicação, o grande desafio com os fascinados é que eles enxergam valores para gadgets e produtos tecnológicos que extrapolam os valores originais da categoria. Por exemplo, quando um celular vira um acessório de moda. Portanto, as marcas precisam ir além do seu próprio segmento, precisam entender como elas podem oferecer este valor simbólico que os fascinados estão procurando.




Refletindo um pouco a respeito


“Para os fascinados, os computadores, gadgets e hábitos da era digital são ícones da modernidade. Estes produtos funcionam como um acessório, um adorno que serve para mostrar para eles mesmos e para os outros que fazem parte da era digital. Também são considerados pertencentes a este grupo quem está sempre por dentro dos grandes lançamentos e são bons consumidores de novidades.” Através desse trecho, percebemos que os “fascinados” não estão preocupados com a eficiência do produto propriamente dito, e sim, com a sua imagem e com o status que este irá lhe proporcionar diante das pessoas a sua volta. Este grupo procura sempre ostentar algo inovador, um produto que poucos podem ter, buscando adquirir certa exclusividade em meio à sociedade, ou seja, sendo diferentes e exclusivos, eles se destacam entre a massa e conseguem a atenção que tanto almejam. O grande agravante dessa situação é que os fascinados vivem 100% do tempo conectados com sua rede de amigos, sem a proximidade física entre eles, isto lhes dá a falsa sensação de nunca estarem sozinhos, porém, sem esta interação física a relação de amizade na internet não é íntegra, é apenas superficial. Além desta falta de contato pessoal, como uma das próprias entrevistadas comenta: “na internet a gente fala sozinho”, ou seja, você faz uma pergunta a alguém e esta pessoa nem sempre te responde ou então, te responde algo que não tem nada a ver com o a pergunta. Portanto, ao mesmo tempo em que você está conectado a várias pessoas, pode conversar sobre diversos assuntos, analisar diversas opiniões, às vezes também acaba tendo apenas um monólogo, mesmo com a participação de outras pessoas, pois elas podem ter uma contribuição insignificante, acrescentando apenas detalhes irrelevantes ao assunto que estava em pauta.
O fato de iludir-se quanto ao relacionamento com as pessoas online atinge bastante os fascinados que vivem imersos neste novo mundo da tecnologia, onde tudo acontece muito rápido. Talvez eles não percebam que estão se enganando com este tipo de relação, ou até percebam, porém são indiferentes a isso. Resta saber se esta relação é saudável ou não. Muitos afirmam que depende muito de quem está por trás de cada tela, há quem saiba aproveitar beneficamente esta tecnologia toda e, infelizmente, há também aqueles que não aprenderam a utilizar do modo correto estas novas ferramentas.



Por  Ana Luiza, Bianca Fabianowicz, Camila Mickus e Giovana Martins

Nenhum comentário:

Postar um comentário