Para os fascinados, os computadores,
gadgets e hábitos da era digital são ícones da modernidade. Estes produtos
funcionam como um acessório, um adorno que serve para mostrar para eles mesmos
e para os outros que fazem parte da era digital. Também são considerados pertencentes
a este grupo quem está sempre por dentro dos grandes lançamentos e bons consumidores
de novidades.
A esfera
dos outros compreende as pessoas com quem você mantém seus relacionamentos afetivos,
sociais e profissionais. Nos últimos anos ela foi altamente impactada pelas
novas formas de comunicação e as redes sociais, e os fascinados se utilizam
disso, pois dão muito valor a sua imagem e as relações. Além disto, com essas
novas maneiras de se relacionar surgiu o Hiper-relacionamento, que é o impacto
do digital nos relacionamentos. Isto se manifesta de diversas formas:
- Intensa troca entre as pessoas em tempo integral. Estar em constante contato com os outros dá a sensação de nunca estar sozinho.
- Risco de interações superficiais. Quantidade que nem sempre tem qualidade. Na internet você fala sozinho, você pergunta uma coisa e a pessoa responde outra.
- Um registro do passado que não se apaga. Nada é esquecido, seu passado é um livro aberto. Permite a você estar conectado com o que você é, com o que você já foi e com o que você já esqueceu que já foi.
- Valorização do pioneirismo da informação. Estar por dentro em tempo real é uma necessidade, melhor ainda é ser o portador dessa novidade.
Para o
mercado da comunicação, o grande desafio com os fascinados é que eles enxergam
valores para gadgets e produtos tecnológicos que extrapolam os valores
originais da categoria. Por exemplo, quando um celular vira um acessório de
moda. Portanto, as marcas precisam ir além do seu próprio segmento, precisam
entender como elas podem oferecer este valor simbólico que os fascinados estão
procurando.
Refletindo um pouco a respeito
“Para os fascinados, os computadores, gadgets e hábitos da
era digital são ícones da modernidade. Estes produtos funcionam como um
acessório, um adorno que serve para mostrar para eles mesmos e para os outros
que fazem parte da era digital. Também são considerados pertencentes a este
grupo quem está sempre por dentro dos grandes lançamentos e são bons consumidores
de novidades.” Através desse trecho, percebemos que os “fascinados” não estão
preocupados com a eficiência do produto propriamente dito, e sim, com a sua
imagem e com o status que este irá lhe proporcionar diante das pessoas a sua
volta. Este grupo procura sempre ostentar algo inovador, um produto que poucos
podem ter, buscando adquirir certa exclusividade em meio à sociedade, ou seja,
sendo diferentes e exclusivos, eles se destacam entre a massa e conseguem a
atenção que tanto almejam. O grande agravante dessa situação é que os
fascinados vivem 100% do tempo conectados com sua rede de amigos, sem a
proximidade física entre eles, isto lhes dá a falsa sensação de nunca estarem
sozinhos, porém, sem esta interação física a relação de amizade na internet não
é íntegra, é apenas superficial. Além desta falta de contato pessoal, como uma
das próprias entrevistadas comenta: “na internet a gente fala sozinho”, ou seja,
você faz uma pergunta a alguém e esta pessoa nem sempre te responde ou então,
te responde algo que não tem nada a ver com o a pergunta. Portanto, ao mesmo
tempo em que você está conectado a várias pessoas, pode conversar sobre
diversos assuntos, analisar diversas opiniões, às vezes também acaba tendo
apenas um monólogo, mesmo com a participação de outras pessoas, pois elas podem
ter uma contribuição insignificante, acrescentando apenas detalhes irrelevantes
ao assunto que estava em pauta.
O fato de iludir-se quanto ao relacionamento com as pessoas
online atinge bastante os fascinados que vivem imersos neste novo mundo da
tecnologia, onde tudo acontece muito rápido. Talvez eles não percebam que estão
se enganando com este tipo de relação, ou até percebam, porém são indiferentes
a isso. Resta saber se esta relação é saudável ou não. Muitos afirmam que
depende muito de quem está por trás de cada tela, há quem saiba aproveitar
beneficamente esta tecnologia toda e, infelizmente, há também aqueles que não
aprenderam a utilizar do modo correto estas novas ferramentas.
Por
Ana Luiza, Bianca Fabianowicz, Camila Mickus e Giovana
Martins
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