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quarta-feira, 21 de março de 2012

Emparelhados


Os emparelhados possuem uma relação simbiótica com seus aparelhos, que estão inseridos em todas as áreas de sua vida - do lazer ao trabalho - e, assim, consideram a tecnologia indispensável para suas atividades, e centralizam sua vida ao redor dela. É o caso dos proprietários de lojas virtuais e home-offices, que necessitam um a conexão constante com o consumidor.

         Este perfil sentiu mais impacto na esfera do indivíduo, ou seja, suas percepções e capacidades de trabalho foram ampliadas com a implementação das máquinas em suas tarefas. Além disso, os emparelhados possuem uma menor preocupação com o valor agregado dos aparelhos, como marca ou modelo, e se preocupam mais com suas funcionalidades e utilidades.

         Estes fatores os tornam cada vez mais acessíveis para as empresas que querem conversar com eles, pois a comunicação com este público passa a acontecer em novos contextos, antes inalcançáveis.





Refletindo um pouco a respeito

A relação simbiótica entre os usuários e as máquinas, presente no dia-a-dia dos emparelhados, traz à tona a célebre conclusão de Marshall McLuhan, na qual os meios de comunicação agem como extensões do homem, ou seja, o possibilitam a ampliar seus sentidos, simplificando tarefas e fazendo com que este realize cada vez mais tarefas simultaneamente.

Seus afazeres e metas transformaram-se em tarefas muito mais fáceis, assuntos referentes a trabalho e estudos podem ser resolvidos de qualquer lugar por diversos aparelhos, como celulares, tablets e computadores portáteis.

Por conta da migração do ambiente físico para o digital, e a consequência da evolução e expansão desde ambiente, cada vez mais os usuários procuram por produtos e bens de consumo (duráveis e não duráveis) por meio de sites e redes sociais.

Com isso ficou cada vez mais fácil para as empresas realizarem o processo de venda, pois através de ferramentas estas podem mensurar através das pesquisas em sites de busca, a intenção do usuário e tendência, e podendo oferecer o produto que o consumidor está buscando de forma automatizada, sendo assim a empresa consegue falar com pequenos grupos, ou em massa, em qualquer momento, de forma especifica tornando a comunicação mais direta e objetiva, otimizando os resultados.

Por Oscar de Almeida, Gregory de Sousa, Renata Aguiar, Willian dos Santos

quinta-feira, 15 de março de 2012

Perfis Digigráficos

A agência de propaganda DM9DDB divulgou há algum tempo uma pesquisa sobre o comportamento das pessoas no uso das ferramentas digitais.

Os estudantes do sétimo período de publicidade da PUCPR debruçaram-se sobre esses vídeos e desenvolveram um resumo das características mais importantes de cada um desses perfis apresentados.

Em seguida, realizaram uma série de reflexões e conexões para identificar teorias e práticas interrelacionadas com esses perfis, desenvolvendo dessa forma, uma resenha sobre deles.

Esse material será postado aqui nesse blog, que é o resultado das discussões e produções em sala de aula.

Acompanhe...


A era digital causou mudanças no mundo todo, porém nem todos sentiram essas mudanças da mesma forma. Afinal, a digitalização é um fenômeno que inclui todos, ou seja, pessoas muito diferentes entre si.

Através de entrevistas e registros feitos com pessoas de 8 a 60 anos, de classes A, B e C e que usam muito ou pouco a internet e de conversas com profissionais e estudiosos de diversas áreas provou-se que realmente existe diferença entre a forma com que cada grupo se adaptou as mudanças, sendo que pessoas da mesma idade ou sexo não se incluem necessariamente no mesmo grupo.

Para entender esses grupos, três questões foram levadas em questão:
  1. Quanto e como são utilizados os equipamentos tecnológicos em sua vida;
  2. Quais são as intenções ao consumir os produtos digitais;
  3. Quanto os recursos digitais servem para moldar sua identidade.

Assim, foi possível separar as pessoas em grupos, chamados de perfis digigráficos. Para essa análise, partiu-se do pressuposto de que a era digital redimensionou as quatro esferas principais de nossa existência:

  1. a esfera do indivíduo,  
  2. a esfera dos outros (seu relacionamento com as pessoas), 
  3. a esfera das instituições (desde a família até o governo) 
  4. e a esfera de mundo (o contexto no qual vivem as pessoas).

Existem então 5 perfis digigráficos.
Todos sentiram as mudanças, mas cada um reagiu de uma forma diferente.

Estes grupos são:

  1. Imersos, cujas identidades passam a ser definidas pela tecnologia;
  2. Ferramentados, que usam a tecnologia apenas para agilizar tarefas;
  3. Fascinados, que fazem o possível para parecer modernos;
  4. Emparelhados, que consideram que a tecnologia é fundamental para realizar os projetos da vida;
  5. Evoluídos, cujo habitat é o universo das máquinas e tecnologia







As informações na era digital são produzidas e consumidas em uma alta velocidade, que consequentemente acabou se espalhando rapidamente e causou mudanças no mundo todo, porém cada pessoa recebeu essa mudança de uma forma exclusiva.
Em entrevista com profissionais, professores e pessoas de diversas classes e idades que possuem acesso à internet a agência DM9DDB conclui que pessoas diferentes podem enxergar a tecnologia de maneiras distintas. Com um levantamento de dados sobre o quanto e como os equipamentos tecnológicos são utilizados em sua vida, qual é a intenção do seu consumo e até que ponto os recursos digitais moldam sua identidade, a agência separou as pessoas em grupos, chamando-os de perfis digigráficos.
Fatores externos influenciam a divisão dos grupos, o individualismo faz com que pessoas se relacionem somente através das tecnologias, e existem também os que utilizam as tecnologias apenas como uma ferramenta que agrega valor ao seu trabalho. A dependência e/ou uso das novas tecnologias interfere no relacionamento do indivíduo com os demais. O excesso do uso de ferramentas e o estoque de informações acabam trazendo uma superficialidade no conhecimento e relações interpessoais.

Por Gesiely Stockler, Francisco López, Maíra Klotz, Renata Pizza e Sarah Choinski.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A tendência da interação no PDV

Cada vez mais a tendência é de entender e tratar o PDV como um ponto-de-relacionamento, pois, segundo a POPAI Brasil, com o consumidor atual brasileiro tomando 81% das decisões de compra e para a escolha de produtos no ponto-de-venda, as vantagens de uma boa estratégia neste estágio da compra são fatais. Em pesquisas realizadas pelo Grupo GfK, grande parte da comunicação tradicional deste canal de compra (PDV) não é lembrada espontaneamente pelo consumidor por obedecer à um padrão básico de comunicação.

Seguindo esta ideia, podemos levar em conta as tendências gerais de segmentação da comunicação que estão cada vez mais fortes para todos os meios, e neste caso qualquer comunicação no PDV, portanto, precisa ser pertinente à categoria do produto e relevante ao seu público, ou seja, oferecer o produto correto com a comunicação correta ao cliente correto. 

We are the future | a tendência da segmentação

O consumidor cada vez mais exigente espera ser surpreendido. Ele busca por uma comunicação que vise uma experiência sensorial e que ainda traga algum tipo de benefício, sendo ele físico ou um valor intangível. Juntamente com as novas tecnologias, observa-se uma crescente utilização de materiais que facilitam esta interação, como: telas digitais ao invés de cartazes e mesas interativas sensíveis ao toque, onde as possibilidades para o consumidor são multiplicadas.


Interação no PDV

É preciso estar atento às mudanças de comportamento cada vez mais constantes. O comprador hoje busca por rapidez e conveniência, busca uma experiência de compra personalizada: produtos, ambiente e mensagens que surpreenda e estimule a compra.


Rodrigo Queiroz, Mariana Corazza, Mariana Simas e Vilson Lunardon são alunos do 8º de Publicidade e Propaganda na PUC-PR.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ORGANIZAÇÕES POPULARES AUTÔNOMAS

A política governamental brasileira tem um histórico de dificuldades que necessita de movimentações sociais que reivindicam mudanças. Muitas delas possuem como base princípios socialistas, anarquistas ou somente as necessidades advindas das revoltas do povo.

Como contextualização, pode-se citar alguns movimentos a partir do Brasil república que compactuam um pouco mais com a situação atual do país. Em 1896 ocorreu a Revolução dos Canudos que envolveu conflitos sociais entre coronéis e cangaceiros que lutavam por terras. Já em 1912 houve a Guerra do Contestado que superou o número de mortes da Revolução de Canudos. Nela, a população cabocla lutava pelos direitos de moradia onde foi construída a estrada que liga São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Mais recentemente, surgiram os movimentos sociais e estudantis da década de 60 em contrapartida ao golpe militar. O movimento mais representativo da época foi o Tropicalismo que, junto com expressões artísticas e culturais, lutou contra a censura e repressão impostas pelo militarismo vigente.

Em 1983, o povo saiu às ruas com um enfoque mais político exigindo as eleições diretas no movimento conhecido como Diretas Já. Ocorreram manifestações em Pernambuco, Goiânia, São Paulo e Curitiba. Também com esse direcionamento, em 1992 aconteceu o protesto dos Caras Pintadas que resultou no impedimento do presidente Fernando Collor.

Por outro lado, os movimentos sociais podem chamar atenção num sentido pejorativo, como é o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O MST surgiu na década de 80 com o intuito de lutar por uma sociedade mais justa e fraterna com foco na reforma agrária. Entretanto, como em todas uniões políticas, há quem possua interesses secundários, principalmente financeiros.

A partir de 2003, grupos de jovens da América Latina se organizam para discutir e propor melhorias em causas como luta por moradia, terra, transporte, direitos animais, humanos e sindicais, feminismo, ecologia, entre outros. Recebe o nome de Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas e não há ajuda de ONG’s nem partidos políticos, somente do MST. A maioria dos participantes propõe uma alternativa à esquerda tradicional e consegue produzir resultados concretos.

Este ano, surgiu a Marcha da Liberdade no Brasil, a qual foi espelhada especificamente em revoluções ocorridas na Espanha e em países do mundo árabe, além de ser uma resposta à violência policial e à situação política do país. A principal desta marcha é a liberdade propriamente dita. No entanto, existem várias frentes unidas como a luta contra a homofobia, contra a construção da usina de Belo Monte, a favor dos negros, contra violência sofrida pelas mulheres, a favor da legalização da maconha, etc.

Por fim, é necessário refletir se o que é proposto e imposto é realmente o melhor para que as condições de vida sejam dignas em parâmetros intelectuais, sociais, culturais, políticos e ambientais.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tendência: Shows em estádios de futebol

A indústria do entretenimento musical cresce mais a cada dia, o que faz com que grandes artistas internacionais coloquem o Brasil na rota de suas turnês. Investimentos milionários são feitos para trazer as maiores bandas do mundo para perto dos fãs brasileiros.
                  São Paulo sempre foi referência nesse quesito, não só pela capacidade de investimento, como também pela estrutura oferecida aos fãs e aos artistas. É notável a decadência de shows de menor porte, para a realização de shows com público muito maior. Para isso é necessário um espaço que condiga com o público atraído por cada artista, nisso entram os estádios de futebol.
                  O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, é um dos mais usados nesse propósito. A capacidade de público para uma partida de futebol é de cerca de 70 mil torcedores, mas para shows, uma parte das arquibancadas é fechada para ser destinada a montagem do palco e backstage. No entanto, o espaço do gramado também é utilizado para setores como pistas, pistas Vips, torres de som e iluminação, postos de atendimento médico, banheiros, etc.
                  O São Paulo Futebol Clube, dono do estádio do Morumbi (maior estádio particular do Brasil) obteve em 2009/2010 uma receita de R$ 8 milhões somente em aluguel do estádio para realização de eventos musicais. Alguns dos artistas que se apresentaram por lá incluem Metallica, U2, Paul McCartney, Beyoncé, Linkin Park, AC/DC, Iron Maiden, etc.
                  A utilização de estádios para eventos desse porte é uma tendência consolidada no mundo inteiro. Porém ainda não chegou a Curitiba. Hoje, os curitibanos estão “órfãos” da famosa Pedreira Paulo Leminski, que sempre foi o palco das apresentações internacionais na capital paranaense. Por lá já passaram nomes como Iron Maiden, Evanescence, Pearl Jam, Avril Lavigne e Black Eyed Peas.
                  No entanto, desde o fechamento da Pedreira e a proibição de espetáculos naquela área, não tem havido shows de grande porte na capital paranaense pela falta de lugar adequado, o que faz com que os fãs tenham que viajar até outras cidades como São Paulo ou Porto Alegre para ver seus ídolos.
                  Curitiba possui 4 estádios de futebol: a Arena da Baixada, pertencente ao Clube Atlético-PR, o Couto Pereira, de posse do Coritiba, a Vila Capanema do Paraná Clube e o público Pinheirão. Com a exceção da Vila Capanema, todos os estádios suportariam públicos acima de 30mil pessoas, capacidade próxima a da extinta Pedreira.
                  Em 1996, a banda americana AC/DC se apresentou no estádio alviverde e, em 2006, os mexicanos do RBD tocaram na Arena da Baixada, sendo este o último espetáculo realizado em um estádio de Curitiba.
                  Os clubes de futebol paranaense têm uma forte opção de renda com aluguel de seus estádios para esse tipo de evento, assim como fazem São Paulo e Palmeiras na capital paulista. O Palmeiras está transformando o Estádio Palestra Itália em uma Arena Multiuso, para aumentar sua capacidade em dias de jogo de 30 para 45 mil torcedores. Porém, já consta no projeto da Arena sua utilização para eventos musicais para até 60mil pessoas, rivalizando assim com a capacidade do Morumbi, para dessa maneira “roubar” os artistas do estádio são-paulino e levá-los para o estádio palmeirense.
                  Essa tendência deve chegar em Curitiba, utilizando-se dos estádios paranaenses e também da rivalidade entre os times locais, para sempre tentarem melhorar suas estruturas para trazerem artistas cada vez maiores e colocarem Curitiba de volta na rota dos grandes shows internacionais e voltar a ser uma referência no sul do Brasil.

André Bona, Camila Osik, Guilherme Osiecki, Henrique Dallmann, Renato Rodrigues
 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mulher Moderna


O ser feminino, o que dizer sobre as mulheres que ainda não foi dito?

É fato que a maioria, senão todos, os homens afirmam que é difícil entender o que as mulheres querem ou pensam; na verdade é bem simples, buscam carinho, atenção, companheirismo e mais uma lista praticamente infinita de itens...

Mas antes de prosseguirmos devemos voltar ao inicio da sociedade. Nossa primeira figura feminina apresenta-se numa realidade de opressão e submissão. Não havia o direito ao voto, deveriam andar com praticamente todo o corpo coberto dentre outras coisas. Com o passar do tempo essas circunstâncias começaram a seguir novos caminhos; Surgiu o dito tal FEMINISMO.
Tomando como base o significado literal do dicionário temos: Tendência a elevar a situação da mulher na sociedade, a aumentar seus direitos; entretanto e ironicamente é um Substantivo masculino
Inicialmente esse movimento tinha como objetivo estabelecer um parâmetro semelhante entre os sexos, acabaram por influenciar na cultura, direitos, vestuário, vocabulário e tudo mais até mesmo nos objetivos mais íntimos das mesmas.
A mulher deixou de lado a submissão passou a atuar no mercado de trabalho, rasgou seus sutiãs e comprou modelos muito mais adequados a sua nova situação. Atualmente ela vem em rede nacional pra defender mais um ponto de vista, a submissão subentendida nas relações sexuais.
É hoje não há limites para as mulheres, elas ditam tendências, gerem multinacionais, estão nas propagada, disputam ombro a ombro o mercado de trabalho com o sexo oposto, falam diretamente e com conhecimento de campo para o publico masculino e convencem.
Aquela idéia que todas sonham em casar de branco e viver para o lar, praticamente já deixou de existir. O mercado de trabalho tem nos últimos anos uma ascensão representativa da profissional mulher, esta vem acumulando mais e mais funções e continua realizando com total eficiência.
O meio publicitário é um nicho onde facilmente é possível verificar esse fato, a veiculação de grandes campanhas tendo como personagem uma ou varias mulheres não pode passar despercebido. O publico identifica-se, e cada vez mais busca por produtos com essa identidade.
O aumento de demanda juntamente com a evolução feminina é nitidamente percebível, ela  participa diretamente escolhendo os produtos/serviços, indiretamente influenciando ou ainda é parte fundamental de uma não aquisição. Logo as marcas verificando essa mudança no mercado começaram a apresentar uma nova forma de comerciais: os voltados para o publico feminino.
Cervejas, produtos de higiene e limpeza, de automóveis a imóveis; todo o mercado preocupa-se e trabalha sua comunicação para atingi-las.
As mulheres por sua vez, diminuíram suas saias, deram suas caras a tapa. Lutam pelos seus sonhos, mas não deixaram de lado a sua síndrome de cinderela e ainda buscam seus príncipes. Deixam a maternidade pra depois... Colocaram a boca nos microfones, nas telinhas, subiram e às vezes desceram do salto, e lá estão no topo de uma pirâmide com menos preconceitos, menos censura, menos machismo e mais igualdade.

As mulheres resolveram investir em si próprias, trabalharam mais e ganharam menos, os seus padrões de beleza mudaram logo colocaram silicone e alisaram o cabelo, seguiram as tendências do mercado, aumentaram sua auto-estima que andava baixa. Mostraram se sonhadoras e também determinadas, ganharam reality, revelaram passados obscuro e com isso escreveram livro, lançaram filmes, ganharam fama e fortuna mostrando para a sociedade a cruel faceta de alguém que quer a todo custo ser vista.

Ser invisível aos olhos de seus pais, filhos, maridos e namorados não era suficiente. Ouviram que não seria possível, que antes a morte ao divorcio e prosseguiram, que ficariam soltas e sem rumo e ainda assim não desistiram. O tempo passou e ainda não conseguiram tudo mais ainda há um longo e tortuoso caminho repleto de barreiras. Ultrapassá-las será necessário e às vezes regressar também.

Pode ser que com o passar dos dias ou meses, seus objetivos mudem, sofram influencias ou mutações, não importa. Lutar foi e será sempre possível e necessário.

Na comunicação ha duas vias; atrás ou na frente das câmeras. As ditas florzinhas se mostraram grandes e fortes arvores, que cada vez mais crescem, fortificam-se e produzem belos frutos. Criam, produzem e apresentam belas peças, com viabilidade comercial e quando em frente das películas, são analisadas em toda a sua forma, reputação, carisma e ainda assim desempenham um papel inenarrável já que de uma forma ou outra caiem nas graças do publico. Podem sim atingir públicos distintos e vender imagens distorcidas, mas isso nada mais é que um personagem criado propositalmente ou não.

A imagem de mulher segura de si, decidida, que toma iniciativa tem sido muito requisitada nas campanhas o que acaba por influenciar o meio, criando um circulo vicioso, quanto mais elas adquirem espaço, mais querem, mais conseguem, mais buscam e assim por diante.

Numa sociedade ainda machista, o estereótipo permanece sendo ponto influente nas escolhas de um público, especialmente o brasileiro que valoriza essencialmente o visual. Talvez por isso que haja tanta preocupação com a aparência e seja tão expressiva a porcentagem de cirurgias plásticas. Há uma notável separação entre as campanhas, atualmente elas buscam desvencilhar a imagem de coisificação da mulher e propagandas que persistem neste tema tem sido duramente criticadas e repudiadas, sendo ate mesmo retiradas de veiculação. Os movimentos feministas lutam insistentemente para extinguir-las.




Por NATIÉLLI, TAIARA e ANGÉLICA

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma vida fast food


Desde a década de 50, quando o ritmo de vida das pessoas começou a ficar mais acelerado e as opções de refeição mais rápidas e práticas, surgiram as que hoje sãs as maiores redes de fast food do mundo.
O famoso combo sanduíche, batata frita e refrigerante conquistou o mundo e garantiu alguns kilos a mais para muitas pessoas. Hoje o número de obesos já ultrapassou o número de subnutridos no mundo, segundo o pesquisador americano Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte.
Além de incentivar o consumo de alimentos nada saudáveis, as redes de fast food incentivam a cultura da pressa e impaciência.
As pessoas estão cada vez mais impacientes, e através do fast food elas podem “ganhar” tempo e sair supostamente satisfeitas e felizes. Porém esta economia de tempo é feita sem uma meta, elas economizam tempo por economizar, por impulso.
Estamos no tempo em que a maioria das coisas é fast food, não somente a comida, mas as conversas, os relacionamentos, o próprio tempo que temos livre. O grau de satisfação é, muitas vezes, medido pela quantidade e não qualidade. Quantas tarefas eu consegui cumprir hoje no trabalho, quantos e-mails eu consegui responder, e a qualidade é deixada de lado.
Com a acessibilidade da internet e a popularidade das redes sociais muitas pessoas deixam de se encontrar pessoalmente e resolvem tudo online. Com isso o relacionamento entre as pessoas fica superficial.
Um exemplo disso é a rede social Chatroulette, uma roleta humana, em que uma pessoa conversa com outra, de qualquer parte do mundo, que ela inclusive normalmente nunca viu, através de um computador com câmera e microfone. Se gerar uma interação o papo continua, se não, basta clicar em “next” e aparece outra “opção” pra conversar. Simples, superficial e fast food.
O próprio Twitter, o microblog de 140 caracteres, é outro exemplo. Com ele você passa uma mensagem curta e rápida que pode ser vista e respondida simultaneamente. Ele é sintético para você não perder tempo, como escrever um longo e-mail e ter que esperar a resposta.
Essa correria da vida moderna faz com que as pessoas não tenham tempo para se dedicar ao próximo, preferem uma “rapidinha” do que um relacionamento sério, abrem mão de uma nova amizade para ficarem em seus mundinhos particulares interagindo virtualmente com outras pessoas.
Vivemos uma contradição, queremos ter um milhão de “amigos” e seguidores, mas não queremos desperdiçar tempo com eles.